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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Aliança Imbassahy e Varela deve ser anunciada amanhã


O Bahia Já revela que Imbassahy dará coletiva à imprensa nesta quinta-feira, 22, pela manhã, para anunciar a aliança PSDB/PRB, tendo Imbassahy como candidato a prefeito e Varela como vice. Hoje, os noticiários em Salvador foram movimentados pela cobertura dos passos dos pré-candidatos. Agora a noite, em Brasília, eles participam de um encontro com o presidente do PRB, Victor Paulo, e a cúpula do PSDB para os ajustes finais da chapa. Pela manhã, eles estavam em São Paulo numa reunião com o presidente nacional da Rede Record, Alexandre Raposo, o presidente da Assembléia Legistiva e o deputado Marcelo Nilo. A imprensa local dá como certa esta aliança, menos o Bahia Notícias, que em informação publicada às 20:11, diz que "tudo indica" que a aliança "melou", pois Raimundo Varela não consultou o comando do PRB nacional, o vice-presidente da República, José Alencar.


As implicações desta aliança são muitas:

PT: ainda esperando pela realização de suas prévias, lamenta e fica mais uma vez perdido com poucas chances de chegar ao segundo turno, diantes de duas coligações fortes: Imbassahy/Varela e João Henrique/Edvaldo Brito.

DEM: vinha vislumbrando os eleitores de Varela através de uma aliança e vê reduzidas suas chances de um segundo turno.

PSDB: ampliaria sua influência na Bahia, visando, principalmente, às eleições de 2010.

PPS: perde a possível aliança com o PSDB, que colocaria Miguel Kertzman como vice na chapa de Imbassahy. Segundo o Bahia Notícias, esta aliança estava certa até uma semana atras.

PR: segundo o Bahia Já, em 31 de março, na reunião do Diretório do PR, a maioria do partido já tinha inclinação a participar de uma possível coligação Imbassahy/Varela. Agora, se concretizada esta coligação, seria provável a participação do PR também.



terça-feira, 22 de abril de 2008

"Com nove candidaturas, resultado é imprevisível"

Em matéria publicada hoje em A Tarde, Paulo Fábio Costa, cientista político e autor de Tradição, autocracia e carisma: a política de Antonio Carlos Mgalhães, analisou as "Incertezas no jogo sucessório" do município de Salvador. Para ele, caso haja convergência das nove possíveis candidaturas em quatro ou cinco, "o segundo turno pode ser polarizado entre um candidato da tradicional esquerda e outro do chamado grupo carlista". Entretanto, se os partidos arriscarem e optarem pela "pulverização" de candidaturas no primeiro turno, "o resultado é imprevisível", declara.
Paulo Fábio acrescenta que se este impasse permanecer, a candidatura da esquerda tradicional pode ficar de fora do segundo turno: "Vamos ver se o governo Jaques Wagner vai deixar que esse assunto seja conduzido pelas leis de mercado ou entrará em campo para fazer mediação entre legendas da base aliada".

Na política, alianças são imprescindíveis para qualquer campanha ou governo, pois ninguém é capaz de arrecadar maioria de votos ou manter boa popularidade sem conseguir apoio, firmar acordos ou compromissos com outros grupos. Neste momento, não seria melhor deixar de bater pé firme com posturas intransigentes e optar pela conciliação? Oposição também pode ser isso, desde que ao invés de uma mutilação, fortaleça os partidos aliados e impeça o adversário de crescer. Cabe aos partidos e candidatos, que visam ocupar o Palácio Thomé de Souza em 2009, decidir: pulverização e grandes riscos ou alianças?